Não a ação, mas a inação que é vergonhosa. (Hesíodo)

Não a ação, mas a inação que é vergonhosa. (Hesíodo)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Aulas das turma - comentários

Esforço e criatividade, pontos fortes das aulas. A retrospectiva da década de 80, um show. A reciclagem do lixo mostrando que Brasília tem muitas coisas que servem como exemplo com sua coleta seletiva gerando renda, dignidade e despertando o espírito de empresariado nos catadores que sobreviviam à margem de tudo, inclusive do respeito a si próprios. Já era adepta da idéia e agora a estou difundindo. A controvérsia gerada na exposição sobre a violência contra a mulher demonstra que ainda não se respeitam as diferenças, mesmo que seja a de um grupo que pretendia mostrar do seu jeito o assunto. Há riqueza na diversidade de idéias e considerações pessoais devem ser feitas ao longo do tempo. Nem sempre gosto ou não gosto são os melhores ponto de vista. Não existe a precisão matemática, mas a diversidade de modos de ver, inclusive da Lei em suas diferentes épocas. É assim que surgem questionamentos e soluções. O meu grupo sobre A história do Dinheiro teve dificuldade em dividir o tempo e pessoalmente, não considero ter conseguido implementar a exposição como pretendido. Parabenizo o Rafael por sua capacidade administrativa para tentar reorganizar o tempo dos outros componentes. A falha não vai se repetir, com certeza...

... ENTONCES

O fato de termos de escolher e desenvolver os temas foi gratificante pois nenhuma prova seria capaz de exigir raciocínio, pesquisa, responsabilidade e entendimento do que somos capazes, apesar das nossas falhas ( com elas também aprendemos). A aplicação da pedagogia na construção deste saber foi certeira. Pena que o curso acabou. Gostaria de fazer uma sugestão: a redução do número de componentes dos grupos ( quem sabe 3 ?) porque haveria ganho no conteúdo dando maior flexibilidade de horário e até aproveitamento para discussão, caso interessasse. Professora Beth, continue mostrando o caminho da Construção do Saber com o afeto e qualidade que demonstrou. Com certeza sua presença vai se somar àqueles mestres que nos marcaram no grupo de boas lembranças. Abraços a todos.

domingo, 30 de março de 2008

Falando de Blogs...

A tecnologia pode ser usada em benefício da humanidade. Um exemplo seria o Blog, página da Web que deve ser atualizada periodicamente e que registra em ordem cronológica o que nela é acrescentado. O acesso ao conteúdo disponibilizado pelo autor é forma de comunicação entre os usuários; estes podem acrescentar observações, de modo a dar plasticidade ao Blog. O fato de conter informações concisas e atualizadas, anexando links permite que o conteúdo se amplie, de acordo com a curiosidade de quem o acesse.A página pode tornar-se instrucional, democrática e solidária. Analisando o assunto, Maria João Gomes¹, da Universidade do Minho, em Portugal, chama a atenção para a utilização dos Blogs como recurso pedagógico e/ou estratégia pedagógica por ter acesso fácil, muitas vezes gratuito, oferecer informações atualizadas aos alunos, admitir participação nos conteúdos especializados, ao mesmo tempo desenvolvendo a curiosidade, a criatividade, a pesquisa, o crescimento pessoal e o conhecimento das ferramentas da rede mundial de computadores. A figura do professor como orientador e formador permanece, pois é ele quem utiliza seu preparo para delinear o correto uso da tecnologia. ¹ - GOMES, Maria João. Blogs: un recurso e uma estratégia pedagógica. In VII Simpósio Internacional de Informática Educativa, Leiria, Portugal, 16-18 novembro 2005

BRASIL X FINLÂNDIA - artigo de jornal.

De opinião semelhante ao artigo estudado em classe, Márcio Cotrim, jornalista do CB, descreve o valor da educação bem estruturada. Num país com elevados índices tecnológicos, índice de analfabetismo zero e considerado o menos corrupto do mundo, a Finlândia mantém a cultura de aperfeiçoamento dos estudos investindo continuamente em pesquisa. Lá todos os professores têm mestrado e periodicamente passam por reciclagens, ditas aggiornamento* . Essas técnicas de ensino atualizadas sendo aplicadas produzem o excelente padrão de vida da população. Enquanto isso, Ana Dubeux, também do CB, comenta sobre a liberação de R$ 2 bilhões para a Educação Superior no Brasil, medida considerada insuficiente para solucionar a má qualidade do Ensino no país em todas as fases. Reafirma a estatística de que a cada 2 minutos um aluno abandona os estudos no país, tendo em vista a luta pela sobrevivência. Os que se formam, seriam na maioria, inaptos para função no exigente mercado de trabalho também por conta dos cursos não terem vinculação com a realidade. Sugere implantação de ações a longo prazo que corrijam os problemas e "transformem o Brasil em país do futuro". E se fosse exigido o mestrado aos candidatos aos cargos públicos?

* aggiornamento- adequação do saber laboral-profissional às inovações organizacionais/tecnológicas.

COTRIM, Márcio.Finlândia, exemplar.Correio Braziliense,08/03/2008.

DUBEUX, Ana. À espera da revolução. Correio Baziliense,16/03/2008.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Excelente investimento. Compre esta idéia!

Apresentação de bolso, bem confeccionada, que pode se lida em qualquer tempo. Com um investimento mínimo você poderá enriquecer-se, despertar para outros modos de pensar a vida e a arte de ensinar. Trata-se de "Pedagogia da Autonomia", escrito por Paulo Freire. Pequeno mas consistente, o livro se detém na prática educativo-crítica e a formação docente. Segundo o próprio autor, o texto é aberto a contribuições, de acordo com a visão crítica do leitor(p.13). Como já escrevia o rei Salomão no séc. X a.C. recordando lições de seu pai:"A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria; sim, com tudo que possuis, adquire o conhecimento" ( Provérbios5:7). Esta é uma aquisição que vai fazer diferença. Alerto: re-leitura poderá ser necessária, o que o fará enxergar de novos ângulos e o enriquecerá ainda mais. Bom proveito!

Ler "Pedagogia da Autonomia"¹ é como estar ouvindo Paulo Freire. O autor, como um cicerone, o fará ter agradáveis (e raras) lembranças de professores que marcaram seu aprendizado de forma positiva e outras, múltiplas, de verdadeiro sofrimento durante todo um ano letivo, que na fala dos nossos adolescentes "ninguém merece"... O texto traz o aprendiz como ser inacabado, portador de conhecimentos prévios, trazidos de sua vivência, sua comunidade, ainda em buscas, o que poderia ser usado com fins de crescimento intelectual, social, político, afetivo e ético, ao invés de serem extirpadas; que possui curiosidade e rebeldia naturais, nem sempre resolvidas, não alimentadas; nem sempre respeitado, como ser pensante que é ou que poderia vir a ser, tanto pelo professor quanto pelas condições em que vive. Indivíduo que, no conceito de muitos educadores, serviria para "depósito de informações", muitas vezes decoradas, um conteúdo dado sem resultados práticos. Em havendo estímulos, criação de condições e se for despertado para contribuir com seu próprio aprendizado, torna-se capaz de intervir na sua existência e no mundo. O outro personagem, o educador- professor-formador. Deste se exigiria formação científica e constante, correção ética, coerência de atos e falas, capacidade de conviver e aprender com as diferenças, capacidade e interesse em despertar o gosto pela produção do conhecimento com participação do próprio aluno que, de saber ingênuo, passaria a conhecedor com rigorosidade metódica, epistemológica - termo muito usado no texto . Em diversas ocasiões o autor utiliza a gramática para facilitar a exposição de suas idéias. Assim que a conjunção mas, o verbo ensinar, o advérbio e outros exemplos vão esclarecendo que não cabem situações de racismo,de intolerâncias à diversidade; ensinar e não depositar conhecimento no aluno, o que é fazer o aprendiz atinar, perceber, compreender de forma prazerosa, com liberdade mas respeito, responsabilidade, autoridade sem autoritarismo, etc. Com estes e outros exemplos seguimos acompanhando o mestre, aprendendo a aprender e um pouco a ensinar. Seguimos com o autor retornando aos assuntos previamente tratados (como método mnemônico ?). Descreve sobre a competência profissional exigida, o uso do bom senso, o comprometimento, a humildade, a alegria, a esperança, a disponibilidade para ouvir, respeitar, afeiçoar-se ao aluno, a luta pelos direitos da classe laboral e a possibilidade de interferir no mundo com o "pensar certo", ou seja, a pedagogia crítico-construtiva. Ao fim da leitura fica a sensação que há muito o que construir, o que buscar e principalmente, que existem possibilidades de atuação. Contribua!

¹ FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.36. ed. São Paulo:Paz e Terra,1996.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Visita à página do MEC.

No módulo de Didática do Ensino Superior percebeu-se a importância de conhecer projetos que o Governo brasileiro disponibiliza. Ligado ao Departamento de Modernização e Programas da Educação Superior do Ministério da Educação e Cultura http://www.mec.gov.br/, o PED (Programa de Educação Tutorial) é composto por grupos de professores (doutores) que orientam alunos interessados em ampliar conhecimentos acadêmicos, seguindo metodologia baseada nas tendências pedagógicas liberais renovadoras e progressistas. A intenção é que os alunos se despertem para a construção de conhecimentos de forma independente, com formação ampliada do ser social e do meio em que vivem. Esses grupos têm a função de expandir a idéia para os colegas. O Programa atua em diversas áreas do conhecimento, tem controle do MEC, das pró- reitorias, dos tutores e dos alunos e é avaliado periodicamente no sentido de corrigir falhas e reorientar suas ações. Fornece bolsas de estudo para os componentes como forma de incentivo. A utilização do PET tem sido maior em Estados do Nordeste e Sudeste (81 e 135 grupos, respectivamente- dados do 2º semestre de 2007). A UNB (Universidade de Brasília) conta com 12 grupos atuando no momento. A Lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases do Ensino) http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Diretrizes_e_Bases_da_Educação, cujo relator foi Darcy Ribeiro, em seu artigo 2 º descreve a "Educação como dever da família e do Estado, tendo como fim o pleno desenvolvimento do educando, preparando-o para a cidadania, para o trabalho", com gestão democrática e participação de todas as esferas do governo e controle da sociedade. No capítulo IV da referida Lei, destaco o artigo 43, que diz ter o Ensino Superior função de " estimular a criação da cultura, o desenvolvimento do espírito científico e pensamento reflexivo,..., difusão da cultura e desenvolver o entendimento do homen e do meio em que vive..."Apesar de implementação lenta, existem idéias que, colocadas em prática, são sementes de um futuro promissor.